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Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

Na oficina da matéria grosseira dos enteais

Observamos até agora a atuação dos pequenos enteais quanto ao que provém dos seres humanos terrenos, como a sua intuição, seu pensar e agir.

Agora queremos ficar, igualmente, perto dos seres humanos terrenos, mas observando aí a atividade daqueles enteais que exercem sua esfera de atividade em direção às criaturas humanas terrenas. Portanto, não aqueles que constroem os caminhos da alma, conduzindo para fora da pesada matéria grosseira terrena, mas sim em direção oposta, rumo a esta matéria grosseira terrena.

Tudo mostra movimento, nada é sem forma. Assim, parece como uma gigantesca oficina em redor do ser humano, em parte afluindo para ele e em parte desviando-se dele, entrelaçando-se aí, amarrando e desligando, construindo e demolindo, em mudança permanente, em crescimento contínuo, florescimento, maturação e decomposição, a fim de dar, nisso, ensejo às novas sementes para o desenvolvimento, em atendimento ao nascer e morrer de todas as formas na matéria, condicionado pelo ciclo regular da Criação. Condicionado através da lei do movimento constante, sob a pressão da irradiação de Deus, do Único Vivo.

Brame e ondula, derrete e esfria, martela e bate, sem interrupção. Punhos fortes empurram e puxam, mãos carinhosas conduzem e protegem, unem e separam os espíritos que peregrinam nessa movimentação intensa.

 

Todavia, embotado, cego e surdo ante tudo isso, cambaleia o ser humano desta Terra em suas vestes de matéria grosseira. Ávido por prazeres e saber, o seu raciocínio só mostra aquela única finalidade: alegrias terrenas e poder terreno, como recompensa de seu trabalho e coroa da existência. O raciocínio procura embalar os preguiçosos e os indolentes com imagens de tranquilo bem-estar, as quais, como entorpecente, paralisam, de modo hostil ao espírito, a vontade para a atividade na Criação.

O ser humano desta Terra não quer enquadrar-se, porque ficou com o livre-arbítrio! E por essa razão acorrenta o seu espírito vivo à forma transitória, cuja origem nem sequer conhece.

Continua um estranho nesta Criação, ao invés de utilizar para si, de modo construtivo, as suas dádivas. Só o conhecimento certo dá possibilidade a um aproveitamento consciente! Por isso o ser humano tem de sair agora de sua ignorância. Só sabendo pode, no futuro, agir sob a irradiação do astro novo, que separará o útil do inútil na Criação inteira.

 

O útil não julgado segundo o pensar humano, pelo contrário, mas sim somente segundo a sagrada lei de Deus! De acordo com isso, a tudo o que é inútil pertence em primeira linha o ser humano, que não é capaz de receber humildemente as bênçãos e as graças de Deus, o que ele só poderá conseguir com o conhecimento de toda a atuação na Criação.

Unicamente da Palavra consegue ele receber todo o saber de que precisa para isso. Nela encontrará, se procurar com seriedade. Encontrará exatamente aquilo de que precisa para si! Contudo, agora mais do que nunca é lei a Palavra de Cristo: “Procurai e achareis!”

Quem não procurar com verdadeiro afinco de seu espírito, não deverá receber e também não receberá nada. E por essa razão quem dorme, ou o indolente de espírito, também não encontrará nada na Palavra, que é viva. Ela não lhe dará nada.

Cada alma, primeiramente, tem de abrir-se por si para isso e bater na fonte que se encontra na Palavra. Nisso se encontra uma lei férrea e selecionadora, que agora se cumpre com todo o rigor.

[…]

Distingamos, antes de mais nada, três espécies básicas de matéria grosseira. Existem, porém, além disso, diversas espécies intermediárias e colaterais. Por enquanto consideremos somente a fina, a mediana e a mais pesada matéria grosseira. Nesse sentido, o corpo terreno pertence à espécie terrestre mais pesada, e o corpo astral à espécie de transição da matéria grosseira mediana, portanto àquela que se encontra mais perto da espécie mais pesada.

Esse corpo astral é formado primeiro pelos enteais, quando uma encarnação deve ocorrer, e logo após este, o corpo terreno, de modo que parece que ambos ocorrem simultaneamente. Mas a formação do corpo astral precede, na realidade, ao processo na matéria grosseira pesada; tem de preceder, do contrário aquele outro não poderia ser completado e, de outra maneira, a alma não poderia empreender nada com o corpo terreno.

Dou com isso apenas o quadro do acontecimento, para que possa surgir a compreensão disso. Mais tarde talvez acompanhemos passo a passo o crescer, a maturação e a decomposição com todas as divisões e fios a isso pertencente, tão logo o conjunto surja em imagens diante de vós.

 

O corpo astral está ligado com o corpo terreno, porém não depende dele, como se tem suposto até agora. A falta de conhecimento do verdadeiro processo evolutivo na Criação teve como consequência os numerosos erros, especialmente porque o ser humano sempre colocou como base, considerado sob seu ponto de vista, o pouco saber que adquiriu para si.

Enquanto ele próprio julgar ser o ponto mais importante na Criação, onde na realidade não representa absolutamente nenhum papel de especial importância, pelo contrário é simplesmente uma criatura como inúmeras outras, caminhará sempre erradamente, inclusive em suas pesquisas.

É certo que, após desprender-se a alma do corpo terreno, o corpo astral se decompõe com o corpo terreno. Mas isso não deve servir de prova de que ele deve depender, por essa razão, do corpo terreno. Não chega sequer a dar uma base justificada para tal suposição.

Na realidade, o processo é diferente: ao desprender-se a alma, esta, como parte móvel, puxa consigo o corpo astral do corpo terreno. Falando figuradamente: ao sair e se afastar, a alma puxa consigo o corpo astral para fora do corpo terreno. Assim parece. Na realidade, ela apenas o afasta, porque nunca houve uma fusão, mas apenas um embutimento, como num telescópio encaixável.

Não puxa consigo para muito longe o corpo astral, visto que este não se acha ancorado só nela, mas também no corpo terreno, e além disso porque a alma, da qual parte o movimento propriamente dito, também quer se libertar do corpo astral e, por conseguinte, dele procura se afastar-se.

 

Assim, o corpo astral fica sempre perto do corpo terreno, depois do desenlace terreno da alma. Quanto mais se distancia então a alma, tanto mais fraco se torna o corpo astral, e, o desprendimento cada vez mais progressivo da alma acarreta, por fim, a destruição e decomposição do corpo astral que, por sua vez, acarreta imediatamente a decomposição do corpo terreno, assim como também influenciou a formação dele. Assim é o processo normal, de acordo com a lei da Criação. Intervenções especiais aí acarretam, naturalmente, circunstâncias e alterações especiais, sem contudo poder excluir nisso o que é da lei.

O corpo astral é em primeira linha o mediador, dependente da alma, para o corpo terreno. O que acontecer ao corpo astral, o corpo terreno também sofrerá, infalivelmente. Mas os sofrimentos do corpo terreno atingem o corpo astral de modo muito mais fraco, apesar de estar estreitamente a ele ligado.

Quando, por exemplo, quando é amputado qualquer membro do corpo terreno, suponhamos um dedo, não é amputado simultaneamente também o dedo do corpo astral, mas sim ele permanece, não obstante, sossegadamente como até então. Por isso acontece que uma criatura humana terrena ainda possa às vezes realmente sentir dores ou uma pressão, onde não possui mais um membro no corpo terreno.

 

Tais casos são, pois, suficientemente conhecidos, sem que o ser humano tenha encontrado a explicação certa para tanto, por lhe faltar a esse respeito uma visão global.

Assim os enteais atam e ligam todas as almas a seus corpos astrais, que vamos denominar corpos de matéria grosseira mediana, ao passo que os corpos terrenos pesados, já na formação, se encontram em conexão direta com o corpo de matéria grosseira mediana e se desenvolvem moldando-se de acordo com ele.

Como se processa o modo de ação da alma, através desse invólucro, sobre o pesado corpo terreno, deve ficar reservado para eventuais dissertações posteriores, uma vez que antes de chegar a tal ponto tem de ser esclarecido ainda muito, a fim de poder pressupor uma compreensão certa daquilo.

Mas também tudo isso é perpassado por uma única lei, que os pequenos enteais cumprem de modo diligente e fiel, sem dela se desviarem. Nisso eles são exemplos para os espíritos humanos, que aí só podem e também devem aprender, até que finalmente atuem junto com os pequenos construtores nesta Criação, de mãos dadas e sem presunção, para, com tal atividade em prol de uma harmonia plena, louvar jubilosamente, cheios de gratidão, a sabedoria e o amor de seu Criador!

 

Abdruschin

 

Dissertação 26 “Na oficina da matéria grosseira dos enteais” da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume III

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