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Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

A Estrela de Belém

Far-se-á então Luz aqui na Terra, conforme outrora já deveria ter sido, quando a Estrela da promessa brilhou sobre um estábulo em Belém.

Mas em tal época a Luz foi recebida só por poucos e os que ouviram falar, segundo o hábito dos seres humanos, logo a deformaram e alteraram, procurando substituir coisas esquecidas por ideias suas, produzindo com isso uma confusão que hoje pretende passar como verdade intocável.

Com receio que tudo isso venha a ruir, se o menor dos pilares se mostre falso, combatem eles qualquer fulgor de Luz que possa trazer o reconhecimento, denigrem-no e, onde isso não for possível, procuram pelo menos torná-lo ridículo com uma malicia e perfídia que mostra ao raciocínio lúcido, nitidamente, que tal atitude nasce do medo! Contudo, o raciocínio lúcido é coisa rara de se encontrar na Terra.

Não obstante tudo isso, a Luz do legítimo reconhecimento tem de chegar finalmente até toda a humanidade!

 

É chegado o tempo em que tudo quanto é malsão, produzido pelo cérebro humano, será arremessado para fora da Criação, a fim de que no futuro não mais impeça a elucidação de que a Verdade é muito diferente do que essas imagens insustentáveis que a presunção ostensiva, o sentido comercial, a ilusão doentia e a hipocrisia criaram do pântano visguento das tendências acanhadas e baixas, visando o poder terreno e a admiração terrena.

Assim, pois, malditos sejam esses que escravizaram a tal ponto milhões de seres humanos, desviando-os erroneamente, que hoje não ousam mais abrir seus olhos à Luz, e sim injuriam às cegas, tão logo soe em seus ouvidos algo de timbre diferente do que até então ouviram, ao invés de finalmente ficar à escuta e de procurar averiguar uma vez que seja, se o que lhes advém de novo não se aproxima mais de sua compreensão do que o que foi aprendido até aqui.

[…]

Deus teria agido contra suas próprias leis, se com referência a Cristo tivesse acontecido conforme a tradição propala. Mas tal Lhe é impossível, porque Ele é perfeito desde o início, e com isso também Sua Vontade, que está nas leis da Criação. Quem ousa ainda pensar diferentemente duvida dessa perfeição, e portanto acaba duvidando também de Deus! Pois Deus sem perfeição não seria Deus. Quanto a isso não há escapatória! A respeito dessa certeza tão simples não pode um espírito humano sofismar, mesmo que os fundamentos de tantas conceções genéricas atuais tivessem que ficar abalados. Quanto a isso, só há sim ou não. Tudo ou nada. Uma ponte não é aqui possível construir, porque algo pela metade ou incompleto não pode existir na Divindade! Tampouco naquilo que se ocupa com Deus!

Jesus foi gerado na matéria grosseira, do contrário um nascimento terreno não teria sido possível.

 

Apenas por alguns foi a Estrela outrora reconhecida como a realização das promessas. Assim pela própria Maria e por José, que, comovido, escondeu o rosto.

Três reis descobriram o caminho para o estábulo e ofereceram presentes terrenos; contudo, logo a seguir deixaram a criança desamparada, cujo percurso na Terra deviam amparar com seus tesouros, com seu poder, para que nenhum sofrimento lhe adviesse durante o cumprimento de sua missão. Não reconheceram devidamente suas sublimes incumbências, não obstante terem sido elucidados para poderem achar a criança.

 

Um estado de inquietação impelia Maria a deixar Nazaré, e José, vendo seu sofrimento silencioso, sua ansiedade, lhe satisfez a vontade, só para alegrá-la. Entregou os cuidados de sua carpintaria ao mais velho de seus ajudantes e viajou com Maria e a criança para um país longínquo. Com o decorrer dos dias de trabalho e com suas preocupações diárias se foi apagando nos dois lentamente a lembrança da Estrela Radiante, principalmente pelo facto de Jesus não haver mostrado nada fora do comum em sua infância, e sim ter sido inteiramente normal como todas as crianças.

Só depois que José, que sempre foi o melhor amigo paternal de Jesus, após seu regresso à cidade natal, veio a falecer, foi que viu, nos últimos momentos terrenos de seu trespasse, por cima de Jesus, que estava sozinho junto ao seu leito de morte, a Cruz e a Pomba. Trémulas foram suas últimas palavras: “Então és tu mesmo!”

O próprio Jesus nada sabia disso, até que se sentiu impelido para João, a cujo respeito estava informado de que revelava sábios ensinamentos no Jordão e batizava.

 

Nesse ato material grosseiro de um batismo o começo da missão se radicou solidamente na matéria grosseira. A venda caiu. Jesus, a partir desse momento, tornou-se cônscio de que devia trazer a Palavra do Pai à humanidade terrena.

Sua vida inteira desenrolar-se-á assim diante de vós, conforme realmente foi, despida de todas as fantasias dos cérebros humanos! Com a conclusão final dos acontecimentos do Juízo, tudo se tornará notório a todos na vitória da Verdade, que não mais deverá ser obscurecida por longo tempo! Maria lutou dentro de si com dúvidas que se fortaleceram com os cuidados maternos pelo filho até à difícil caminhada para o Gólgota. De modo inteiramente humano e não sobrenatural. Somente lá lhe veio finalmente o reconhecimento da missão de Jesus e, com isso, a fé.

 

Agora, porém, com a volta da Estrela, devem por graça de Deus ser desfeitos todos os erros, e desfeitos também todos os enganos daqueles que, sem agir por obstinação nem má vontade, ainda assim dificultaram o caminho de Cristo naquele tempo e que agora no termo final chegaram ao reconhecimento e procuram reparar o que negligenciaram ou erraram.

Ante essa vontade de reparação, vem ao encontro deles a salvação com a Estrela Radiante, e libertados poderão eles, jubilosamente, agradecer Àquele que em Sua sabedoria e bondade criou as leis, pelas quais as criaturas devem julgar-se e também redimir-se.

 

Abdruschin

 

Excerto da Dissertação 14 “A Estrela de Belém” da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume I

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