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Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

Beleza dos povos

A Terra está sendo agora cingida pela Luz. Fecha-se de modo firme um forte invólucro em redor do globo, para que as trevas não possam escapar, e a pressão se torna cada vez mais forte, comprimindo incisivamente todo o mal, de maneira que círculo após círculo de todos os acontecimentos tem de se fechar, para que o fim seja ligado ao começo. Lanças de Luz e flechas de Luz atravessam o ar zunindo, espadas de Luz cintilam, e os asseclas de Lúcifer são duramente açoitados até o aniquilamento.

Sagrada vitória para a Luz aqui na Terra! Assim é a Vontade Onipotente de Deus, luz haja por toda a parte, inclusive entre todos os erros da humanidade, para que ela reconheça agora a veracidade.

Para a bênção de todos os povos, deve iniciar-se a nova e grande era, para que se sintam felizes no solo a que pertencem e, exatamente de acordo com a sua raça, cheguem então à plena florescência e possam dar riquíssimos frutos, sendo toda a sua atuação, para com a humanidade terrena inteira, apenas harmoniosamente beneficiadora.

 

Assim ressurgirá a beleza! A Terra inteira tornar-se-á um quadro de beleza, como se tivesse saído da mão do grande Criador, pois então os espíritos humanos vibrarão no mesmo sentido e seu alegre atuar elevar-se-á às alturas luminosas qual jubilosa oração de agradecimento, refletindo lá no alto toda a harmonia da felicidade que esta Terra mostra!

Mas essa beleza desejada por Deus não poderá surgir, enquanto os dirigentes procurarem introduzir à força hábitos e costumes estranhos, estranhas roupas e estranhos estilos de construções ao seu povo, ao seu país, na ilusão de que assim se efetue um progresso para o seu povo. Imitação não é elevação, não é nenhuma obra própria! Uma uniformização nesse sentido é errada!

Nisso a melhor medida é o senso de beleza que vos é dado para reconhecerdes o que está direito e o que está errado em tais coisas! Entregai-vos ao original e verdadeiro senso de beleza e nunca podereis errar, pois ele está ligado às leis primordiais da Criação, é a expressão de uma sabedoria ainda oculta de perfeição, um indicador de caminho infalível para cada espírito, pois unicamente todo o espiritual, nesta Criação posterior, tem a faculdade de reconhecer, numa bem determinada maturidade, a verdadeira beleza com consciência plena!

 

Mas também nisso apagastes, infelizmente, já desde muito, a singela intuição, através do pecado original agora conhecido por vós e suas nefastas consequências, através do domínio do raciocínio, que criou caricaturas em tudo. A forma que ele colocou no lugar do conceito da verdadeira beleza é a tolice da moda, à qual vossa vaidade se submeteu de muito bom grado. Essa loucura da moda sepultou completamente o vosso senso de beleza por formas nobres e graciosas, o qual foi dado ao vosso espírito como orientação e bastão nesta existência grosso-terrenal, de maneira que assim tínheis de perder um forte apoio por culpa própria!

Do contrário sentiríeis intuitivamente, saberíeis sempre e logo, em todas as situações da vida e em todos os lugares, onde algo não estivesse certo, porque por toda a parte onde vosso senso de beleza não puder vibrar alegremente, a harmonia severamente condicionada pela lei da Criação não existe assim como deve ser. E onde falta harmonia, também não há beleza.

Olhai para o chinês de cartola, igualmente o japonês e o turco. Caricaturas de cultura europeia. Olhai para a japonesa que agora se veste à europeia e depois olhai-a nos trajes de sua própria terra! Que diferença! Quanto ela perde nos trajes estranhos a sua terra! Para ela é uma grande perda.

 

Somente o soerguimento da própria cultura constitui verdadeiro progresso para cada povo! Sim, em tudo deve haver ascensão, e nenhuma estagnação. Mas essa ascensão no progresso deve sempre ocorrer no próprio solo e partindo deste, e não pela aceitação de coisas estranhas, do contrário nunca será progresso. A própria palavra progresso, em seu verdadeiro sentido, já rejeita imitações. O progresso de um povo, pois, só pode florescer daquilo que já possui, e não da aceitação de algo emprestado. Aceitação não é progresso algum, o qual se mostra nas consequências do que existe; isso já deveria incentivar a reflexão. O emprestado ou aceito também não é propriedade, mesmo quando se quer apropriar-se disso. Não é aquisição própria, não é o resultado do próprio espírito de um povo, unicamente do que poderia e deveria orgulhar-se!

 

Nisso reside também uma grande incumbência para todos os que vivem além-mar: deixai crescer lá cada povo em si mesmo, completamente por si, com as próprias capacidades, que são tão diferentes entre os muitos povos desta Terra. Todos devem florescer segundo a espécie do solo em que se originaram. Devem permanecer adaptados a esse solo, a fim de desenvolver nele aquela beleza que vibra harmoniosamente com os demais na Terra. A verdadeira harmonia, porém, origina-se exatamente pela heterogeneidade, e não acaso pela uniformização de todos os povos. Se isso tivesse sido desejado, então existiria apenas um país e um povo. Contudo, ocorreria aí em breve uma estagnação e por fim um fenecer e morrer. Por faltar o revigoramento que se efetiva pela complementação.

Contemplai, nesse sentido, as flores nas campinas, que, justamente devido às suas diferentes variedades, vivificam e refrescam, sim, proporcionam felicidade!

 

Mas a inobservância de tais leis de evolução vingar-se-á amargamente nos povos, pois também traz, por fim, retrocesso e ruína, jamais ascensão, porque falta nisso toda salubridade. O ser humano não pode opor-se às coisas, às quais ele, como cada criatura, está sujeito, de forma que jamais conseguirá algo onde não leve em conta as leis vivas entretecidas nesta Criação. Onde atuar contra elas, não as observando, mais cedo ou mais tarde terá de naufragar. Quanto mais tarde, tanto pior. Nisso cada dirigente terá de arcar com a responsabilidade principal daquilo que errou em virtude de sua conceção errada. Terá de sofrer então pelo povo inteiro, que em sua aflição se agarra espiritualmente a ele, de modo firme!

Repito mais uma vez: somente o soerguimento da própria cultura constitui verdadeiro progresso para cada povo! Adaptado ao solo, ao clima e à raça! O ser humano tem de se enraizar ao solo, no mais puro sentido, se quiser crescer e se espera auxílio da Luz! Nada de aceitação dos hábitos e costumes de povos de índole estranha, bem como de aceções estranhas. O enraizamento ao solo é condição básica e só ela garante a saúde, a força e o amadurecimento!

 

Acaso o ser humano ainda não aprendeu suficientemente com as tristes experiências, que frequentemente provocou com as dádivas da sua própria cultura a povos estranhos, tendo que depois vivenciar a sua própria decadência? Apenas bem poucos foram levados a refletir a esse respeito. Mas também essas reflexões até agora sumiram na areia e não acharam nenhuma base que pudesse segurar uma âncora.

Remover o mal e criar uma vida nova, alegre e rica nos países de além-mar é uma missão incisiva. Tal obra é de caráter revolvente, porque atingirá, em suas consequências, todos os povos da Terra, de modo beneficiador e saneador, e até feliz!

 

Abdruschin

 

Dissertação 19 “Beleza dos povos” da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume III

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