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Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

Erros

Procurando, muitos seres humanos erguem os olhos em direção à Luz e à Verdade. Seu desejo é grande, porém falta-lhes muitas vezes uma vontade séria! Mais da metade de todos os que buscam não são sinceros. Trazem em si uma opinião própria já formada. Se tiverem que modificar apenas uma fração dessa opinião, preferem então recusar tudo quanto lhes é novo, mesmo que ali se encontre a Verdade.

Milhares de pessoas têm de afundar por terem atado a liberdade de movimentação com as emaranhadas convicções erróneas, liberdade essa de que necessitam para a salvação através do impulso para cima.

Existe sempre uma parte que pensa ter compreendido tudo o que é certo. Não cogitam, depois do que leram e ouviram, fazer também um exame severo em relação a si mesmas!

 

Naturalmente, não me dirijo a essas pessoas!

Tampouco me dirijo a igrejas e partidos, nem a ordens, seitas e sociedades, mas exclusivamente e com toda a simplicidade ao próprio ser humano. Longe de mim querer derrubar o que existe, pois eu estou construindo, completando questões até agora insolúveis que cada um deve trazer dentro de si, bastando que reflita um pouco.

Somente uma condição básica é indispensável para cada ouvinte: a busca sincera da Verdade. Deve examinar as palavras dentro de si e deixar que se tornem vivas, mas não atentar na pessoa do orador. De outra maneira, não terá proveito. Para todos aqueles que não aspiram a isso, qualquer sacrifício de tempo é de antemão inútil.

 

É incrível com que ingenuidade a grande maioria dos seres humanos persiste rigidamente em ignorar donde vêm, quem são e para onde vão!

O nascimento e a morte, os polos inseparáveis de toda a existência na Terra, não deviam constituir nenhum mistério para as criaturas humanas.

Desequilíbrio reside nas conceções que procuram esclarecer o núcleo essencial do ser humano. Isso advém da presunção doentia dos habitantes da Terra, que se vangloriam atrevidamente de que seu núcleo essencial seja Divino.

Observai bem os seres humanos! Acaso podeis encontrar neles algo que seja Divino? Tal asserção tola devia ser considerada uma blasfémia, porque implica uma degradação da Divindade.

 

A criatura humana não traz em si sequer um grãozinho de pó do Divino!

Esta conceção é meramente uma presunção doentia que tem como origem apenas a consciência duma incapacidade de compreensão. Onde está a criatura humana que pode dizer sinceramente que tal crença também se lhe tornou convicção? Quem olhar para dentro de si com seriedade terá que negar isso. Sente perfeitamente que a hipótese de trazer em si algo de Divino é apenas um anseio, um desejo, mas não uma certeza! Fala-se acertadamente quando se diz que a criatura humana traz em si uma centelha de Deus! Essa centelha de Deus, porém, é espírito! Não é uma parte da Divindade.

A expressão centelha é uma designação bem acertada. Uma centelha se desenvolve e salta sem levar ou portar em si algo da constituição do gerador. O mesmo se dá neste caso. Uma centelha de Deus não é propriamente Divina.

 

Onde tais erros já se encontram com relação à origem da existência, aí tem de advir um falhar em todo o desenvolvimento! Se eu tiver construído sobre alicerces falsos, acabará um dia o edifício inteiro oscilando e vindo abaixo.

A origem constitui, pois, apoio para toda a existência e o desenvolvimento de cada um. Quem, porém, como é usual, procura ir para além das origens, tenta agarrar coisas para ele inatingíveis, perdendo assim naturalmente todo e qualquer apoio.

Se eu, por exemplo, me agarro a um galho de árvore que tem semelhança em sua constituição material com o meu corpo terreno, esse galho passa a ser um ponto de apoio, podendo então me impulsionar para cima.

Se, porém, estender as mãos acima do galho, não encontrarei no ar, que é de constituição diferente, nenhum ponto de apoio e… por consequência não poderei subir! Isso é claro.

 

O mesmo se dá com a estrutura interior do ser humano, que se chama alma, e seu núcleo, o espírito.

Se esse espírito quiser ter o necessário apoio da sua origem, de que necessita, não deverá logicamente procura-lo no Divino.

Isso não seria natural, pois o Divino se encontra muito mais alto, é de constituição muito diversa!

E não obstante isso, procura a criatura humana, em sua vaidade, ligar-se a tal ponto, o qual jamais conseguirá alcançar, interrompendo assim os acontecimentos naturais. Seu desejo errado se interpõe como um obstáculo entre ele e o afluxo indispensável das energias provenientes da origem. Ele próprio se separa disso.

 

Por isso, fora com tais erros! Somente assim poderá o espírito humano desenvolver todas as suas energias, que hoje ainda desdenha descuidadamente, vindo então a ser o que de facto pode e deve se, isto é, senhor na Criação! Mas, bem compreendido, apenas na Criação, não acima dela.

Somente o Divino se acha acima de toda a Criação.

O próprio Deus, o princípio de todo o ser e da vida, é Divino, conforme a palavra já está dizendo! O ser humano foi criado por Seu Espírito.

O Espírito é a Vontade de Deus. Originou-se, pois, dessa Vontade a primeira Criação. Mantenhamo-nos, portanto, nesta simples realidade, dela advirá a possibilidade de melhores compreensões.

[…]

 

Abdruschin

 

Excerto da Dissertação 20 “Erros” da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume I

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