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Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

Espécies de clarividência

Longo tempo hesitei em responder a diversas perguntas sobre a clarividência, porque cada ser humano que houver lido direito a minha Mensagem do Graal, tem de estar perfeitamente informado a tal propósito. Pressuposto, naturalmente, que não tenha lido essa Mensagem como mera leitura, como passatempo ou com preconceitos, mas nela se tenha aprofundado seriamente, considerando importante cada frase, cujo sentido em si, bem como o fato de ela pertencer incondicionalmente a toda a Mensagem, ele tem de se esforçar em perscrutar, pois assim é exigido de antemão.

O espírito aí tem de estar alerta. Pessoas superficiais devem devido a isso ser automaticamente excluídas.

Repeti frequentemente que uma espécie só pode ser reconhecida sempre pela mesma espécie. Por essas espécies se entendem naturalmente espécies da Criação.

 

Visto de baixo para cima, existem a espécie de matéria grosseira, a de matéria fina, a enteal e a espiritual. Cada uma dessas espécies se subdivide, por sua vez, em muitos degraus, de maneira a facilmente haver o perigo de confundir os degraus finos da matéria grosseira com os degraus grosseiros da matéria fina. Praticamente imperceptíveis são as transições, as quais nos efeitos e fenómenos não são acaso firmemente unidas, pelo contrário, apenas engrenam-se umas nas outras.

Em cada um desses degraus se manifesta uma vida de espécie diversa. O ser humano dispõe dum invólucro de cada espécie da Criação que se encontra abaixo do espiritual. O núcleo, em si, é espiritual. Cada invólucro equivale a um corpo. O ser humano é, portanto, um núcleo espiritual que no desenvolvimento da autoconsciência adquire forma humana, a qual, com o desenvolvimento progressivo rumo à Luz, idealiza-se cada vez mais até a mais perfeita beleza; com um desenvolvimento para baixo, porém, adquire cada vez mais o contrário disso, até as deformações mais grotescas. A fim de excluir aqui qualquer equívoco, quero mencionar especialmente que o invólucro de matéria grosseira ou corpo não passa por esse desenvolvimento. Apenas tem de cooperar durante curto período, e no plano terrestre de matéria grosseira pode estar sujeito somente a bem reduzidas variações. Uma criatura humana externamente bonita pode, portanto, ser interiormente má e vice-versa.

 

O ser humano na face da Terra, isto é, na matéria grosseira, traz consigo os invólucros de todas as espécies da Criação ao mesmo tempo. Cada invólucro, portanto cada corpo das diversas espécies, tem seus órgãos sensoriais independentes. Os órgãos de matéria grosseira, por exemplo, só podem atuar na mesma espécie., isto é, na espécie de matéria grosseira. Um desenvolvimento mais minucioso nisso dá, no caso mais favorável, a possibilidade de conseguir ver até um certo grau da mais fina matéria grosseira.

Essa matéria grosseira mais fina é denominada “astral” pelas pessoas que com ela se ocupam, um conceito, aliás, que realmente nem é conhecido direito por aqueles que criaram essa expressão, muito menos ainda pelos que a repetem.

Aplico essa terminologia conceitual por já ser conhecida. Aliás, essa denominação vale, como é usual em pesquisas ocultistas, apenas como uma espécie de conceito coletivo de tudo aquilo que se conhece, sim, e que se pressente como existente, mas que ainda não se pode compreender direito, e menos ainda fundamentar.

 

Todo o querer saber dos ocultistas, até agora formulado, nada mais é do que um grande labirinto de ignorância criado por eles próprios, um monte de entulho de arrogâncias do raciocinar intelectivo, insuficiente para tais coisas. Não obstante, quero ficar com a designação “astral”, tão usada. Mas o que os seres humanos veem e entendem como “astral”, não pertence sequer à matéria fina, mas tão-somente à fina matéria grosseira.

Os pesquisadores imbuídos de ilusões humanas ainda nem saíram das paragens da matéria grosseira, mas sim permanecem na espécie mais inferior da Criação posterior, fazendo por isso tanto alarde com estrangeirismos os mais “soantes” possíveis! Nem sequer enxergam com os olhos de matéria fina, mas tão-somente com o sentimento intuitivo de transição dos olhos de matéria grosseira para os de matéria fina. Poder-se-ia chamar isso uma visão de transição ou semivisão.

 

Quando uma pessoa se desfaz do corpo de matéria grosseira pela morte terrena, são abandonados com isso, naturalmente, também os órgãos sensoriais da matéria grosseira, porque eles pertencem exclusivamente ao respetivo invólucro. A morte terrena não é outra coisa, portanto, do que o abandono do invólucro mais extenso ou casca, que lhe possibilitava ver e agir na matéria grosseira. Logo depois desse despir encontra-se ela no assim chamado outro mundo ou, melhor falando, nas planícies da matéria fina. Aqui poderá, novamente, apenas agir com os órgãos sensoriais do corpo de matéria fina, que agora lhe ficou como casca mais externa. Vê, por conseguinte, com os olhos do corpo de matéria fina, ouve com os ouvidos deste etc.

Natural é que o espirito humano, ao entrar na matéria fina, precise aprender a se servir correspondentemente certo dos órgãos sensoriais do invólucro de matéria fina, que são assim de repente obrigados a entrar em funcionamento, como antes os órgãos do corpo grosso-material na matéria grosseira. Correspondentemente à matéria de espécie diferente, não tão pesada, o aprendizado de utilização correta dos órgãos ocorre também de modo mais rápido, mais leve. E assim é com cada espécie seguinte.

 

A fim de facilitar esse aclimatar-se nas diferentes espécies, é dada a visão de transição ou semivisão dos planos intermediários. Os olhos de matéria grosseira conseguem, com certas tensões, através de estados extraordinários do corpo, ver, pressentindo, o plano de interligação entre a matéria grosseira e a matéria fina, ao passo que os olhos de matéria fina alcançam, igualmente, no estado inicial de suas atividades, o mesmo plano de modo retrospetivo e semivisual, onde a parte fina da matéria grosseira toca a parte grossa da matéria fina.

Essa semivisão dá ao espirito humano um certo apoio durante seu trânsito, de modo que nunca se sentirá completamente perdido. Assim ocorre em cada limite entre duas espécies diferentes. A fim de que as duas espécies diferentes de matéria possam se manter interligadas e não formem acaso um abismo, por jamais se poderem misturar, zelam para tanto ondas de forças enteais que, com sua faculdade de atração magnética, atuam prendendo e unindo.

Após passar pelos diversos setores da matéria fina, deixando também o corpo fino-material, o ser humano entra na entealidade. Restou-lhe então o corpo enteal como invólucro mais externo, através de cujos olhos tem agora que olhar e de cujos ouvidos ouvir, até que lhe seja possível também deixar os invólucros enteais e ingressar no reino do espirito. Somente aqui ele é unicamente ele mesmo, sem invólucros, e tem de ver, ouvir, falar etc., com seus órgãos espirituais. Também suas vestes e tudo o que o circunda são de espécie espirito-enteal.

 

Estas minhas explanações devem ser analisadas rigorosamente pelos leitores, afim de que possam fazer para si uma imagem certa disso.

[…]

 

Abdruschin

                        

Excerto da Dissertação 55 “Espécies de clarividência” da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume II

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