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Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

Fiéis por hábito

Deve ter chamado a atenção dos seres humanos que menciono tão frequentemente, como sendo nefasto, o irrestrito domínio do raciocínio e a grande indolência do espírito, mas é necessário, pois ambos os fenómenos estão inseparavelmente ligados e devem ser considerados como pontos de partida de muitos males e até como verdadeira causa, hostil à Luz, do retrocesso e queda dos desenvolvidos.

Hostil à Luz porque impede o reconhecimento de todos os acontecimentos e auxílios da Luz, uma vez que o raciocínio preso à Terra, chegando a dominar, corta, como primeira coisa, na reciprocidade, a ligação para a possibilidade do reconhecimento da Luz, atando assim o espírito, que aguarda o desenvolvimento no invólucro de matéria grosseira, com esse invólucro que lhe devia servir.

Esse processo, em seu efeito objetivo, inteiramente de acordo com as leis da Criação, é tão horrível, que o ser humano nem é capaz de fazer uma ideia correta, pois do contrário haveria de desintegrar-se pelo medo.

 

Justamente por isso é especialmente terrível, porque tudo aí tem de se desenvolver em direção à ruina, e nem pode ser de outro modo, desde que o espírito humano terreno, com pecaminosa vontade própria contra a sacrossanta Vontade de Deus, deu uma falsa direção a seu próprio desenvolvimento, a qual forma toda a desgraça sob a pressão das leis automáticas desta Criação, de cuja atuação o ser humano privou-se da possibilidade de reconhecer.

Virou de modo violento e leviano, no mecanismo da maravilhosa obra de Deus em perfeito funcionamento, uma chave de desvio, de tal forma que no curso progressivo do seu comboio de destino há de se seguir, como acontecimento inevitável, o descarrilamento.

E esse acontecimento, por sua vez, que atinge em primeira linha a humanidade terrena, põe ao mesmo tempo em máximo perigo aí também o seu ambiente, que nada tem a ver com essa falha e que de qualquer forma sempre teve de sofrer com isso, tendo seu desenvolvimento retido.

 

Ponderai vós próprios, com toda a serenidade, o que significaria, se aquele instrumento, o raciocínio, que o Criador cheio de graça deu a cada espírito humano como auxílio para o necessário desenvolvimento na matéria grosseira, em contraste à sua incumbência, ainda estrangulasse ao espírito qualquer possibilidade de ligação com as correntes ascendentes das forças da Luz, como consequência de vossa atuação, ao invés de, subordinando-se, servi-lo e propagar a Vontade da Luz no ambiente material, enobrecendo esse ambiente cada vez mais, para torna-lo naquele paraíso terreno que deveria surgir.

Essa falha, forçada pela cobiça e presunção, é, em virtude da livre vontade, tão inaudita, que uma tal culpa do preguiçoso espírito humano terreno se apresenta demasiadamente grande a cada um que desperta, para mais uma vez conseguir o perdão no Amor do Onipotente.

 

Somente a condenação, através da retirada de todas as graças provindas da Luz, e a decomposição deveriam ser o merecido destino dos espíritos humanos terrenos, que impulsionaram constantemente toda uma parte da Criação para a inevitável destruição, com presunçosa teimosia, se esse Amor do Onipotente não estivesse ligado ao mesmo tempo com perfeita Justiça, uma vez que ela é Amor de Deus, que permanecerá eternamente incompreensível aos espíritos humanos.

E a Justiça de Deus não é capaz de abandonar algo totalmente à ruina, enquanto aí arderem centelhazinhas que não o mereçam.

Por causa desse diminuto número de centelhazinhas espirituais, que almejam a Luz, foi trazida para esta parte da Criação, próxima da desintegração, mais uma vez a Palavra do Senhor, para que possam salvar-se todos aqueles que trazem em si a vontade certa para isso e que se movimentam realmente nesse sentido com toda a força que ainda lhes restou.

Contudo, essa vontade tem de ser constituída de maneira diferente do que muitas das numerosas pessoas na Terra, que acreditam em Deus, imaginam!

[…]

Os fiéis de hoje aceitaram tudo apenas como doutrina, sem ter assimilado nada disso dentro de si ou transformado em coisa sua! Espiritualmente são demasiado fracos para intuir que a sua crença nada mais é do que o hábito desde a infância, o qual eles denominam agora como sua convicção, com total ignorância sobre si próprios.

Seu comportamento perante o próximo mostra, frequentemente, de modo mui nítido, que não são verdadeiros cristãos, mas tão-só supostos cristãos, vazios e indolentes espiritualmente!

Com minhas palavras conduzo para Deus e também para Jesus! Mas de maneira mais viva do que até agora foi conhecido e não como os seres humanos moldaram com seu pendor pela comodidade espiritual.

Afirmo que Deus quer ter espíritos vivos na Criação, conscientes de sua própria responsabilidade, assim como está nas leis primordiais da Criação! Que cada um tem de responder própria e plenamente por tudo que pensa, fala e faz, e que isso não podia ser remido com o assassínio outrora perpetrado pela humanidade contra o Filho de Deus.

 

Jesus, pois, foi assassinado, porque com as suas idênticas exigências também foi considerado incómodo, parecendo perigoso aos sacerdotes, que ensinavam de modo diferente, muito mais cómodo, para assim terem terrenamente cada vez maior afluxo, o que, ao mesmo tempo, devia proporcionar e conservar o aumento de seu poder terreno pela crescente influência terrena.

A isso eles não queriam renunciar! Os seres humanos, à comodidade, e os sacerdotes, à influência, ao seu poder. Os sacerdotes não queriam absolutamente ser instrutores e auxiliadores, mas apenas dominadores!

Como verdadeiros auxiliadores deviam ter educado os seres humanos para uma autonomia interior, dignidade de espírito e grandeza espiritual, a fim de que esses seres humanos se enquadrassem na Vontade de Deus por livre convicção e agissem de acordo com ela, alegremente.

Os sacerdotes fizeram o contrário e ataram o espírito, a fim de que este lhes permanecesse obediente para suas finalidades terrenas.

Deus, no entanto, exige do ser humano aperfeiçoamento espiritual mediante Suas leis da Criação! Progresso contínuo com a ampliação do saber da Criação, para que nela estejam e atuem de modo certo e não se transformem em estorvo nos vibrantes movimentos circulares!

 

Mas quem agora não quiser prosseguir, procurando permanecer naquilo que julga já saber, e recusando por isso novas revelações provenientes de Deus ou opondo-se hostilmente, este ficará para trás e será lançado fora do Juízo universal, porque o Juízo derruba qualquer obstáculo, para que, finalmente, surja de novo na Criação a clareza, a qual beneficia daí por diante o desenvolvimento progressivo que se encontra na Vontade de Deus para a Sua Criação.

Jesus foi uma nova revelação e trouxe outras com sua Palavra. Para aquela época tudo isso era novo e um progresso igualmente necessário como hoje, no qual, no entanto, não se devia ter parado eternamente.

A Jesus não se deve renunciar, como Filho de Deus, por minha Mensagem; pelo contrário, deve agora com maior razão ser reconhecido como tal, não porém como servo e escravo de uma humanidade estragada, para carregar ou remir o seu fardo de culpas, a fim de que lhe seja mais cómodo!

 

E exatamente aqueles que realmente aceitaram a Jesus como Filho de Deus, não podem, absolutamente, fazer outra coisa senão saudar com alegre agradecimento a minha Mensagem e as novas revelações a ela ligadas, provenientes da graça de Deus! Também não lhes será difícil compreender e assimilar corretamente tudo o que eu digo.

Quem não o fizer, ou não puder, também não reconheceu a mensagem e a existência propriamente dita do Filho de Deus, Jesus, mas apenas erigiu para si próprio algo de estranho e errado, por conceção própria e presunção e… não por ultimo… pela indolência de seu espírito comodista, que teme o movimento determinado por Deus!

O sentido e a finalidade da Mensagem proveniente da Luz, através de mim, em cumprimento da sacrossanta Vontade de Deus, é a necessária ampliação do saber para a humanidade.

Aí não valem as evasivas dos espiritualmente preguiçosos, nem a fraseologia de vaidoso farisaísmo, e também as traiçoeiras calúnias e ataques terão de retroceder e sumir como debulho diante da Justiça da Trindade de Deus, pois nada é maior e mais poderoso do que Deus, o Senhor, e o que provém de Sua Vontade!

 

O espírito humano terreno agora tem de se tornar vivo e se fortalecer na Vontade de Deus, para cujo serviço lhe é permitido ficar nesta Criação. O tempo é chegado! Não serão mais aturados por Deus espíritos escravizados! E será quebrada a vontade própria dos seres humanos, se ela não quiser se enquadrar espontaneamente nas leis primordiais de Deus, que Ele inseriu na Criação.

A elas pertence também a lei do movimento contínuo, que condiciona o progresso sem estorvos no desenvolvimento. A isso fica ligada a ampliação do saber! Saber da Criação, saber espiritual é o verdadeiro conteúdo de toda a vida!

Por isso vos foram proporcionadas novas revelações. Se as recusardes devido à indolência de vosso espírito, e se quiserdes deixar que este continue a dormir tranquilamente como até agora, então ele acordará no Juízo, para depois se desintegrar pela decomposição.

 

E ai de todos aqueles que ainda quiserem manter atado o espírito dos seres humanos! Estes sofrerão danos dez vezes maiores e, no último momento, tarde demais, terão de reconhecer cheios de horror aquilo com que se sobrecarregaram, para então, sucumbindo sob esse fardo, afundar na pavorosa profundeza!

O dia é chegado! As trevas têm de desaparecer! Maravilhosa Luz de Deus quebra agora tudo quanto é falso e queima tudo quanto é indolente nesta Criação, a fim de que ela possa seguir seus cursos somente na Luz e na alegria, para bênção de todas as criaturas, como uma jubilosa oração de agradecimento por todas as graças de seu Criador, para a glória de Deus, do Único, Todo-poderoso!

 

Abdruschin

 

Excerto da Dissertação 44 “Fiéis por hábito” da obra “Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal”, volume III.

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