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Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

Mulher e homem

Com as minhas dissertações sobre “O Enteal”, “Os pequenos Enteais”, “Na Oficina da Matéria Grosseira” e “Peregrina uma Alma” dei uma parte do saber da contínua atuação da Criação. Expliquei uma pequena parte do vosso ambiente mais próximo, e somente daquele que se acha bem intimamente ligado convosco. Não vos dei tais esclarecimentos apenas para que ficásseis conscientes deles, mas sim com aquela finalidade de poderdes tirar proveito disso para a vossa vida aqui na Terra, agora, no corpo de matéria grosseira. Bem como, simultaneamente para a bênção daqueles que estão convosco e ao redor de vós.

O saber a tal respeito não vos dá vantagem nenhuma, pois cada espírito humano tem o dever sagrado de utilizar, beneficiadoramente, todo o saber a respeito da Criação, para o progresso e a alegria de todos que estejam ligados a ele ou que apenas entrem em contacto com ele. Então o seu espírito terá alto lucro; do contrário, nunca.

 

Ficará assim livre de todos os empecilhos e será, pela lei da reciprocidade, infalivelmente soerguido até uma altitude em que possa possa haurir forças constantemente, as quais são transpassadas de luz e têm de proporcionar bênçãos onde encontrarem solo adequado aqui na Terra. Dessa forma a pessoa que sabe torna-se forte mediadora da elevada força de Deus.

Por isso quero mostrar-vos o que podeis deduzir das últimas dissertações para o caminho terreno e o que também tendes de deduzir, pois a Palavra não deve ficar sem utilização.

Chamei vossa atenção, em traços gerais, para uma pequena parte do tecer e do atuar de bem determinadas espécies de enteais na Criação, e mostrei-vos também que nisso o espírito humano se movimentou até agora em total ignorância.

 

O enteal atua e tece com fidelidade no lar da grande Criação, enquanto o espiritual deve ser considerado nela como hóspede peregrino, que tem a obrigação de adaptar-se harmoniosamente à ordem do grande lar, apoiando beneficiadoramente como melhor puder o atuar do enteal. Deve, pois, colaborar na conservação da grande obra que lhe oferece morada, pátria e possibilidade de existência.

Considerando corretamente, deveis imaginar assim: o elevado enteal soltou de si o espírito, ou deu-o à Luz, e lhe oferece no seu grande lar da Criação a possibilidade de uma existência cheia de alegria!

Pressuposto, naturalmente, que tal espírito não perturbe a harmonia da casa, pois em tal hipótese torna-se um hóspede mal visto, sendo tratado correspondentemente. Nunca poderá então receber e usufruir uma verdadeira existência cheia de alegria.

O hóspede tem, logicamente, também o dever de não estorvar a organização do lar, mas sim de adaptar-se à ordem vigente e até mesmo de apoiá-la e de protegê-la, como retribuição pela hospitalidade.

 

Pode-se, finalmente, para melhor compreensão, expressar isso de maneira diversa, sem alterar o sentido real: O grande Divino-enteal, que tudo abrange, apartou-se em dois, uma parte ativa e uma parte passiva, ou em uma parte positiva e uma parte negativa.

A parte passiva ou negativa é a parte mais fina, mais sensível e mais dócil; a parte ativa ou positiva é a parte mais grosseira, não tão sensível!

A mais sensível, isto é, a parte passiva, é porém a mais forte e predominante, aquela que na realidade atua dirigindo. Em sua sensibilidade ela está mais apta a receber, é mais impressionável e por conseguinte capaz de se manter e de atuar mais seguramente na força da sagrada Vontade de Deus, isto é, na pressão suprema. Sob pressão entende-se aqui a impressão, conforme a lei, da espécie mais elevada sobre a espécie mais baixa, e não acaso um ato arbitrário de força, uma pressão de violento e instável despotismo.

 

Assim vedes diante de vós o grande quadro vindo de cima, já não sendo mais difícil compreender que os desenvolvimentos ulteriores na Criação sempre se repetem naturalmente da mesma maneira, e finalmente também têm de ser transmitidos para as apartações dos espíritos humanos da Criação posterior, como efeito de uma lei uniforme que atravessa a Criação inteira. Só que nas diversas planícies e nos diversos graus de esfriamento isso é designado de maneira diferente.

Assim, a mulher humana da Criação posterior corporifica, nas gradações, o enteal mais intuitivo, como parte negativa, passiva, e o homem o mais grosseiro espiritual, como parte positiva, ativa, pois a apartação uma vez já iniciada vai-se repetindo sempre de novo nas partes já apartadas, continuamente, a ponto de se poder dizer que a Criação inteira consiste, propriamente, só de apartações! A parte efetivamente mais forte, portanto, que domina de facto é aí sempre a parte mais intuitiva; portanto, entre os seres humanos, a feminilidade! É-lhe muito mais fácil, de acordo com sua espécie, obedecer intuitivamente à pressão da Vontade Divina. Com isso ela tem e também proporciona a melhor ligação com a única força verdadeiramente viva!

 

Essa lei da Criação deve ser também levada em consideração pelos pesquisadores e inventores. A parte realmente mais poderosa e mais forte é sempre a mais intuitiva, isto é, a parte negativa ou passiva. A parte mais intuitiva é a parte determinante de facto, e a parte ativa é apenas a executante!

Por isso, num desenvolvimento normal, toda a feminilidade exerce também, nos começos inconscientes de vibração sempre pura, uma forte influência, exclusivamente ascendente, sobre a masculinidade, tão logo esta atinja a maturidade física. Com a maturidade física desperta ao mesmo tempo o grande sentido sexual, que forma a ligação ou a ponte para a atividade do núcleo espiritual dos seres humanos no plano da matéria grosseira, isto é, aqui na Terra.

[…]

O ser humano apenas pode sobressair produtivamente na Criação, se permanecer aquilo que deve ser, procurando aperfeiçoar sua espécie através do enobrecimento. Isso, porém, ele só pode alcançar vibrando de acordo com as leis e não se colocando fora delas.

Por isso a fidelidade é a mais alta virtude de cada mulher; permite-lhe, outrossim, cumprir integralmente sua alta missão nesta Criação!

Atentai, pois, nisto, seres humanos:

O elevado e fino enteal, portanto o mais sensível e delicado, dirige o lar na grande Criação! Com isso também é indicado à mulher o cargo, para cujo desempenho ela está inteiramente habilitada: dirigir o lar na existência terrena, oferecer pátria no verdadeiro sentido! Tornar esta Terra um solo pátrio e harmonioso é a missão da mulher, missão que ela pode desenvolver até o ponto de fazer dela verdadeira arte! Nisso reside tudo, e nisso tudo tem de ser fundamentado, se é que deva prosperar a florescer!

 

O lar deve tornar-se um santuário através da mulher! Deve tornar-se um templo para a Vontade de Deus! Nisso repousa a veneração a Deus, se escutardes Sua sagrada Vontade na Criação e se orientardes vossa vida e vossa atividade na Terra de acordo com ela.

E também o homem, cujo trabalho até agora dava provas de ser exclusivamente uma escravidão ao raciocínio, modificar-se-á pelo modo de ser da mulher, se ele for obrigado a reconhecer na mulher indícios de algo mais nobre.

Olhai sempre para o lar desta Criação, e sabereis como organizar a vossa vida na Terra!

 

O homem, porém, não deve quebrar a ordem de uma casa, agindo egoisticamente, seja pelo desrespeito negligente ou pela arrogância tirânica, pois a atuação da mulher no lar é tão importante quanto a dele em sua profissão. Só que é diversa, não podendo ser dispensada. A missão da mulher no lar vibra na lei de Deus, para a qual o corpo terreno apela insistentemente, procurando no lar recuperação, sossego, alimento e não como último… harmonia da alma, que refresca e dá novo estímulo, novas forças para toda a atividade do homem!

O equilíbrio aí tem de ser totalmente harmonioso. Por isso a mulher também deve respeitar o trabalho do homem e não pensar que somente a sua atividade é que pode ser decisiva. A atuação das duas partes deve ser entrelaçada, em vibração harmónica. Uma não deve perturbar a outra.

 

O homem não deve, por conseguinte, prejudicar nem destruir a ordem doméstica com seu egoísmo; pelo contrário, tem de ser ainda prestativo, através da pontualidade e compreensão crescente, para que tudo conserve o ritmo harmonioso.

É isso que podeis e tendes de aprender na Criação. No Reino do Milénio ainda sereis obrigados a isso, do contrário jamais podereis subsistir nele.

Todos os seres humanos que agora não quiserem obedecer às leis desta Criação são revoltados contra sua própria pátria, contra seu Criador, seu Deus! Serão expulsos e destruídos pelas próprias leis, que fortalecidas pela força de Deus se voltam agora, rápidas e invencíveis, contra tudo o que destrói a harmonia desejada por Deus.

Observai, portanto a vossa pátria, seres humanos, aprendei a compreender esta Criação posterior! Tendes de aprender a conhecê-la e finalmente vos orientar também aqui na Terra conforme a ordem!

 

Abdruschin

 

Excerto da Dissertação 28 “Mulher e homem” da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume III

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