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Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

O corpo terreno

O ser humano usa o seu invólucro terreno, de que necessita para o amadurecimento de seu espírito na matéria grosseira, com irresponsável negligência e falta de compreensão. Enquanto não sente dores, negligência a dádiva que com isso recebeu e nem pensa em dar ao corpo o que este necessita, antes de tudo, o que lhe é útil. Só presta atenção ao seu corpo sempre depois que o prejudicou, sentindo por isso dores; ou então quando por ele for impedido de alguma forma em seus trabalhos diários, na prática de tantos divertimentos ou passatempos.

Ingere, sim, alimentos e bebidas, mas impensadamente e com frequência em excesso, assim como lhe pareça agradável, totalmente despreocupado de que com isso prejudica o seu corpo. Pessoa alguma se lembra de observar cuidadosamente o corpo, enquanto este não sente alguma dor. Mas exatamente a observação do corpo sadio é uma necessidade urgente.

O ser humano deve dar ao corpo sadio aquilo de que ele precisa, deve observá-lo com todo o cuidado que se dá à ferramenta mais indispensável, para a atuação acertada nesta matéria grosseira. É sim, pois, o bem mais precioso que cada ser humano terreno recebeu, para o seu tempo na Terra.

 

Observai os estudantes que de modo predominante cultivam o raciocínio unilateralmente, através de seus estudos. Com que orgulho cantavam e ainda hoje cantam canções referentes à euforia estudantil!

Indagai-vos, porém, sinceramente, no que se apoia tal orgulho, então precisareis examinar o conteúdo dessas canções, para descobrir o motivo. Em pessoas que pensam de modo sadio brota aí uma profunda vergonha, pois essas canções só encerram glorificações das bebedeiras e dos namoros, do ócio, do desperdício da melhor época de desenvolvimento da existência terrena humana! Exatamente daquela época em que os seres humanos devem tomar o seu impulso para o desenvolvimento de uma criatura humana completa nesta Criação, para uma maturidade do espírito, a fim de preencher o lugar que uma pessoa, como tal, deve preencher e cumprir na Criação, de seu Senhor!

 

As canções mostram nitidamente demais o que é considerado como o mais belo e mais ideal numa época em que o ser humano, agradecido e alegre, devia intuir de modo puro como o seu espírito se põe em contacto, através do corpo terreno, com o ambiente todo que o rodeia, a fim de atuar nele integralmente consciente e assim com plena responsabilidade perante seu Criador! Onde cada espírito, através das irradiações da sexualidade, começa a formar e enviar sua vontade para longe, dentro da matéria grosseira com suas muitas gradações.

Todavia, as canções são um grito de escárnio contra as leis primordiais da Criação, às quais se opõem até à última palavra!

Em contraste a isso está aquela juventude que não frequenta a universidade. Aí encontrareis também todas as bases mais adequadas para o tratamento certo de seus corpos terrenos, mais sadias e naturais. Na pressuposição de que esses jovens não pratiquem esportes. Pois então desaparece aí também tudo o que é sensato e sadio.

 

Para onde olhardes de modo perscrutador, tereis de reconhecer que o ser humano ainda nada sabe das Leis da Criação.

Não tem ideia alguma de qual a responsabilidade a ser incondicionalmente assumida por ele, com referência ao corpo terreno a ele confiado! Nem vê também o valor do corpo terreno quanto à posição na Criação, mas sim mantém seu olhar dirigido somente para esta Terra aqui. Contudo, para a Terra, a importância do seu corpo terreno constitui somente a menor parte!

E essa ignorância das leis da Criação permitiu que se imiscuíssem erros, os quais, reproduzindo-se, prejudicam muitas pessoas. Perpassam contaminando tudo!

Somente por isso pôde acontecer que, mesmo em todas as igrejas de até agora, tenha encontrado entrada a insensata conceção de que o sofrimento por sacrifício e holocausto, sob certas circunstâncias, seja bem visto por Deus! Inclusive na arte, essa conceção errónea ancorou-se profundamente, pois nela essa ideia encontra muitas vezes a glorificação de que uma pessoa poderia trazer “libertação” a outra, mediante holocausto voluntário ou morte por amor!

Isso apenas confundiu ainda mais essa humanidade.

 

A lei de Deus, porém, em sua justiça infalível, não permite que alguém possa assumir a culpa de outrem. Tal ato faz rolar simplesmente uma culpa sobre aquele que se sacrifica, que assim força o abreviamento de sua existência terrena. A isso se acrescenta ainda a ilusão da alma em realizar, dessa forma, algo de grande e agradável Deus. Aquele que se sacrifica torna-se assim duplamente culpado na presunção de poder libertar um outro de seus pecados. Teria agido melhor, sim, se implorasse perdão somente para si, como grande pecador perante o Senhor, pois dessa maneira designa o seu Deus de juiz injusto, que seria capaz de tal ato arbitrário, permitindo que se negocie com Ele. Isso, na realidade, é ainda por cima uma blasfémia! Portanto, eis uma terceira culpa com tal ato que, brusca e categoricamente, contraria todo o sentimento intuitivo de justiça.

É uma autopresunção, e não amor puro, que leva a atos dessa espécie! No Além as almas veem rapidamente a diferença, quando têm de sofrer sob as consequências que os seus atos acarretam, ao passo que para o outro isso nada adiantou e se ele ciente esperava dessa maneira ser ajudado, sobrecarregar-se-á ainda mais.

 

Assim é de se lastimar que mesmo grandes artistas se tenham entregado àquela nefasta ilusão de redenção em suas obras. Um artista sensível deveria, pois, chocar-se com isso, por ser antinatural, contrariar o equilíbrio das leis da Criação e permanecer totalmente sem base!

A verdadeira grandeza de Deus é assim diminuída.

É mais uma vez apenas presunção da humanidade, que se arroga esperar, da ininfluenciável Justiça de Deus, que seja capaz de aceitar tal sacrifício! O ser humano coloca com isso, sim, mais alto o seu julgamento terreno na prática da justiça, pois nessa prática não lhe chega aquele pensamento!

Com tal atuação o ser humano mostra menosprezo pelo corpo terreno, mas nenhum agradecimento pelo instrumento de matéria grosseira outorgado para o amadurecimento, o qual não pode ser suficientemente observado e mantido limpo e puro, já que é indispensável a cada vida terrena.

[…]

O corpo terreno está ligado àquela parte da Terra onde nasceu! Intimamente ligado também com todas as estrelas dessa bem determinada parte e com todas as irradiações que a ela pertencem. De maneira ampla, muito mais do que podeis imaginar! Somente aquela parte desta Terra dá ao corpo exatamente aquilo de que ele precisa, a fim de florescer direito e permanecer vigoroso. E a terra produz, em cada uma de suas regiões, sempre em tempo certo, aquilo de que todos os corpos de matéria grosseira, que nasceram nessa bem determinada região, necessitam! Ervas e frutos atuam, por isso de forma melhor sobre o corpo humano, de modo vantajoso e edificante, naquela época em que a terra os produz!

O corpo precisa semelhante alimentação em tais épocas épocas e naquela região onde nasceu, com a qual fica permanentemente ligado.

Morangos no tempo do amadurecimento dos morangos, maçãs no tempo da colheita das maçãs e assim por diante! Assim é com todas as frutas, com todas as ervas. Por isso o tratamento pelas ervas é vantajoso no tempo em que as ervas se acham em plena viçosidade. Também para os corpos sadios!

 

Nisso o próprio enteal oferece ao corpo terreno variedade na alimentação, permanentemente, assim como este realmente necessita! Exatamente como o sol, a chuva e o vento são a melhor para a atuação sadia da pele! A Criação dá ao ser humano tudo quanto ele necessita para o seu corpo terreno e dá também com a variação certa, no tempo certo!

Com todos os artifícios adicionais o ser humano nunca pode obter aquilo que a Criação lhe proporciona espontaneamente!

Atentai nisso! Aqui na Terra o corpo terreno está estreitamente ligado àquela região onde se encontra o lugar do seu nascimento! Se é que também deva ficar sadio numa região estranha, conservar o vigor pleno para a atuação terrena, deverá prevalecer como base da alimentação de seu corpo somente aquela da região em que nasceu. Com cuidado pode, então, criar uma ponte que lhe proporcione por algum tempo eficiência completa, mas nunca permanentemente! Tem de voltar, de vez em quando, a fim de buscar sempre novas energias! Apesar de tudo, porém, encurtará com isso a sua vida terrena!

Não é arbitrariedade ou por acaso, que as criaturas humanas terrenas são de estrutura e cor diferentes.

 

As leis primordiais da Criação já as colocam em bem determinado lugar, o qual, unicamente serve para a sua maturação terrestre! E aparelham-nas correspondentemente.

O enteal forma, para vós, vossos corpos terrenos, e ao mesmo tempo a alimentação para o sustento! Mas somente produz efeito, de modo uniforme, na determinada região e no determinado continente! Convosco, criaturas humanas, não se passa de modo diferente nisso, do que com as plantas e com os animais pois também vós sois um fruto da Criação, sois apenas uma criatura, que está e permanece ligada estreitamente à região e às irradiações daquele continente de onde se originou.

Por isso, observai e aprendei em cada atuação da Criação! É vosso dever obedecer às leis primordiais da Criação, se quiserdes conseguir o que vos serve para proveito e para ascensão!

 

Abdruschin

 

Excerto da Dissertação 13 “O corpo terreno” da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume III

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