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Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

O Mundo

O Mundo! Quando o ser humano emprega esta palavra, na maior parte das vezes a articula impensadamente, sem chegar afazer uma ideia objetiva de como possa ser realmente isso a que ele chama o mundo.

Contudo, muitas pessoas que procuram imaginar algo sobre isso veem mentalmente inúmeros corpos celestes de tamanhos e formas as mais diversas, percorrendo no Universo suas determinadas orbitas, e todos eles ordenados em sistemas solares. Sabem que, à medida que aparecem instrumentos mais fortes e de mais longo alcance, mais corpos celestes se irão tornando visíveis. E então o ser humano mediano se compraz com a palavra “infinito”, iniciando-se nele com isso o erro de uma noção falsa.

O mundo não é infinito. É a Criação material, isto é, a obra do Criador. Como todas as demais, essa obra se acha ao lado do Criador, e é, como tal, limitada.

 

Os assim chamados progressistas frequentemente se sentem orgulhos em possuírem o reconhecimento de que Deus repousa na Criação toda, em cada flor, em cada pedra e de que Deus é a força propulsora da natureza, por conseguinte, de tudo o que é imperscrutável, que se torna percetível, mas que não é possível se compreender realmente. Uma energia primordial de efeitos permanentes, uma fonte de forças atuantes renovando-se perenemente, a Luz Primordial Inenteal. Cuidam-se sumamente adiantados com a conceção de que Deus é uma força propulsora que, penetrando em tudo, é encontrada em toda a parte, agindo sempre com a única finalidade de desenvolvimento para a perfeição.

Isto, porém, é certo apenas em determinado sentido. Encontramos no conjunto da Criação apenas a Sua Vontade e, com isso, o Seu Espírito e a Sua Força. Ele próprio se encontra muito acima da Criação.

 

A Criação material, desde que surgiu, está ligada às leis imutáveis do formar e decompor, pois aquilo que nós chamamos de leis da natureza não é senão a Vontade criadora de Deus que, atuando continuamente, forma e desfaz mundos. Essa Vontade criadora é uniforme em toda a Criação, à qual pertencem, como uma só coisa, os mundos de matéria fina e de matéria grosseira.

A uniformidade incondicional e inamovível das leis primordiais, isto é, da Vontade Primordial, acarreta que nos mínimos fenómenos da Terra de matéria grosseira tudo sempre se desenrola exatamente como tem de ocorrer em qualquer fenómeno, portanto, também nos mais gigantescos acontecimentos da Criação inteira, e como na própria génese.

A forma rigorosa da Vontade Primordial é singela e simples. Encontrá-la-emos facilmente, uma vez reconhecida, em todas as coisas. A confusão e a incompreensibilidade de muitos fenómenos decorrem apenas dos emaranhados rumos e percursos, formados pelas diferentes vontades dos seres humanos.

A obra de Deus, isto é, o mundo, se acha portanto, como Criação, submetida a todas as leis Divinas das quais se originou; por conseguinte, é limitada, permanecendo sempre uniforme e perfeita.

[…]

Eterno e sem fim, isto é, infinito, é apenas o movimento circular da Criação, no seu ininterrupto formar, perecer, para outra vez tomar nova forma.

Nesses acontecimentos se cumprem outrossim todas as revelações e promessas. Por último se cumprirá nisso também para a Terra o “Juízo Final”!

O Juízo Final, isto é, o último Juízo, chegará uma vez para cada corpo sideral material, porém esse acontecimento não ocorre ao mesmo tempo em toda a Criação.

Trata-se de um fenómeno necessário para cada parte da Criação que já tenha, em seu circuito, atingido o ponto em que sua dissolução deve começar, a fim de poder tomar nova forma no caminho a seguir.

Por movimento circular eterno não se entende o ciclo rotativo da Terra e de outros astros em torno de seu sol, mas sim o grande e mais poderoso ciclo que todos os sistemas solares por sua vez devem percorrer, enquanto também executam seus movimentos específicos e próprios.

O ponto no qual deve principiar a dissolução de cada corpo sideral está fixado exatamente, e isso também em base da consequência de leis naturais. Trata-se dum lugar certo no qual se deve operar o processo de decomposição, independentemente do estado do respetivo corpo sideral e de seus habitantes.

 

O movimento circular de cada corpo sideral o impele de modo inexorável nessa direção e chegará sem retardamento a hora de sua decomposição que, como em tudo o que foi criado, significa na realidade somente uma transformação, a oportunidade para uma evolução progressiva. Aí terá chegado a hora da “decisão” para cada ser humano. Ou será soerguido à Luz, caso tenha visado ao espiritual, ou ficará acorrentado à matéria a que está aderido, caso suas convicções só reconheçam mérito e valia nas coisas materiais.

Neste caso não conseguirá elevar-se da matéria na consequência lógica da sua própria vontade e será arrastado com ela no último trecho do caminho para a decomposição. Isto é então a morte espiritual! Equivale a ser riscado do Livro da Vida.

 

Este processo, em si tão natural, é denominado também condenação eterna, visto “ter que deixar de existir pessoalmente” quem for levado desta forma à decomposição. A pior coisa que pode acontecer a uma criatura humana. É considerada uma “pedra imprestável”, inadequada para uma construção espiritual, devendo por isso mesmo ser triturada.

Essa separação do espírito da matéria, ocorrendo também em base de leis e fenómenos totalmente naturais, é o assim chamado “Juízo Final”, que se acha ligado a grandes transformações e mudanças.

Que tal dissolução não se processará num dia terrenal, todas as pessoas compreenderão facilmente, pois nos fenómenos cósmicos um milénio corresponde a um dia.

[…]

 

Abdruschin

 

Excerto da Dissertação 13 “O Mundo” da obra “Mensagem do Graal” Na Luz da Verdade, volume I

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