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Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

O reconhecimento de Deus

Embora já tenha declarado que um ser humano nunca poderá realmente ver Deus, porque a sua espécie não possui absolutamente a capacidade para isso, mesmo assim ele traz em si o dom para reconhecer Deus em Suas obras.

Isso não se dá, porém, da noite para o dia, nem lhe é dado durante o sono, pelo contrário, custa sério esforço, grande e forte vontade, sendo imprescindível também a pureza.

A vós, criaturas humanas, é dado o insaciável anseio pelo reconhecimento de Deus; está incutido em vós para que não possais encontrar sossego algum nas vossas peregrinações através da Criação posterior, que vos são permitidas realizar com a finalidade de vosso desenvolvimento, a fim de que, tornando-vos conscientes, aprendais, cheios de gratidão, a usufruir as bênçãos que os Universos encerram e vos oferecem.

Se encontrásseis sossego em vós durante essas peregrinações, esse sossego vos traria então como consequência a paralisação, que encerra para vosso espírito enfraquecimento, decadência e por fim também a inevitável desintegração, uma vez que assim não obedece à lei primordial do movimento necessário. Contudo, a engrenagem das leis automáticas na Criação é para o espírito humano como uma correia em movimento que o transporta sem interrupção, na qual, no entanto, cada um que não souber se manter em equilíbrio, poderá escorregar, tropeçar e cair.

 

Manter o equilíbrio é neste caso o mesmo que não perturbar a harmonia da Criação, observando as leis primordiais da Criação. Aquele que tropeça e cai, aquele que não sabe manter-se aí de pé, será arrastado, pois por sua causa a engrenagem não parará um segundo sequer. O arrastamento, porém, fere. E para poder tornar a levantar-se, esforços aumentados serão então necessários, e maiores ainda para a recuperação do respetivo equilíbrio. Com o constante movimento do ambiente, isso não é tão fácil. Se não conseguir, o ser humano será lançado para fora da rota, para o meio das rodas da engrenagem e aí triturado.

Por isso sede gratas, ó criaturas humanas, que o anseio pelo reconhecimento de Deus não vos dê sossego em vossas peregrinações. Dessa forma escapais, sem o saberdes, de múltiplos perigos na engrenagem universal. Não compreendestes, porém, o anseio que existe dentro de vós, também o torcestes, fazendo dele apenas uma inquietação inferior.

Procurais então atordoar ou contentar a inquietação novamente com qualquer coisa, de modo errado. E como para tanto só empregais o raciocínio, naturalmente também lançais mão de desejos terrenos, esperais satisfazer esse anseio no acúmulo de riquezas terrenas, na correria do trabalho ou em divertimentos dispersivos, na comodidade enfraquecedora e, quando muito, talvez numa espécie pura de amor terreno por uma mulher.

 

Contudo, nada disso vos traz proveito, nem vos auxilia. Poderá, talvez, atordoar por curto tempo o anseio que convertes em inquietação; não consegue, porém, apagá-lo para sempre, mas somente reprimi-lo aqui e acolá. Esse anseio não reconhecido por vós impele a alma humana sempre de novo e empurra a criatura humana terrena, se por fim não procurar compreender o sentido desse anseio, através de muitas vidas terrenas, sem que com isso amadureça, a fim de, como é desejado, poder ascender às regiões leves, mais luminosas e mais belas desta Criação posterior.

O erro é do próprio ser humano, que dá pouquíssima ou nenhuma atenção a todos os auxílios que lhe são presenteados, na ilusão do seu próprio querer e poder, por causa dos emaranhados do raciocínio que ele amarrou em torno de suas asas espirituais.

Agora, finalmente está no fim de suas forças! Exausto pelas pressões sofridas de forças por ele ainda não reconhecidas, a cujos auxílios obstinadamente se fechou pelo pueril querer saber melhor e também querer poder melhor de seu teimoso comportamento, que se evidencia como consequência do cérebro violentamente atrofiado por ele mesmo.

[…]

Somente nas próprias leis da Criação, outorgadas por Deus, pode o espírito humano chegar ao reconhecimento de Deus. E ele precisa impreterivelmente desse reconhecimento para sua ascensão! Só nisso obterá aquele apoio, que lhe permite trilhar inabalavelmente o caminho prescrito e útil a ele para o aperfeiçoamento! Não diferentemente!

Quem quiser saltar por cima da atuação dos enteais, dos quais os povos antigos tinham exato conhecimento, nunca alcançará o autêntico reconhecimento de Deus. Esse saber exato é um degrau inevitável para o reconhecimento, porque o espírito humano tem de se esforçar de baixo para cima. Jamais aprenderá a imaginar o espiritual primordial e o Divino, que se encontram acima de sua capacidade de compreensão, se antes, como fundamento para isso, não conhecer com exatidão os degraus inferiores da Criação a ele pertencentes. Isso é inevitavelmente necessário, como preparo para a possibilidade de reconhecimentos mais elevados.

Conforme já disse, o conhecimento de Deus foi sempre dado somente àqueles povos que já se achavam cientes da atuação dos enteais, jamais de outro modo.

[…]

O ser humano de hoje deve estar amadurecido como fruto da Criação de tal maneira, que tenha reunido em si todo o resultado do desenvolvimento humano de até agora!

Por isso, o que hoje é para cada um individualmente apenas a infância, foi anteriormente em todo o desenvolvimento da Criação uma grande época da humanidade como desenvolvimento global.

Atentai bem no que digo com isto!

O primeiro desenvolvimento, que abrange milhões de anos, comprime-se agora, nas criaturas humanas do atual degrau de desenvolvimento da Criação, nos anos da infância!

Quem não for capaz de acompanhar isso tem de atribuir a sua própria culpa, ficará para trás e, por fim, terá que se desintegrar. O desenvolvimento da Criação não se detém por causa da indolência dos seres humanos, mas prossegue irresistivelmente segundo as leis nela inseridas, que trazem em si a vontade de Deus.

Antigamente o degrau da Criação era de tal maneira, que as criaturas humanas, interiormente, tinham de ficar durante muitas vidas terrenas como hoje são as crianças. Estavam ligadas diretamente apenas com a atuação do enteal, num desenvolvimento lento através de vivências, o que, unicamente leva ao saber e reconhecimento.

 

Já desde muito, porém, a Criação, evoluindo permanentemente chegou a tal ponto, que os primeiros degraus de desenvolvimento, de milhões de anos, hoje se comprimem aqui na Terra, quanto aos frutos humanos, no período da idade infantil. Deve e pode a época antiga da humanidade ser agora interiormente percorrida nestes poucos anos terrenos, porque as experiências das vidas anteriores estão latentes no espírito.

Têm, porém, de ser despertadas e chegarem assim à consciência, pois não devem permanecer dormitando ou até ser afastadas, conforme hoje acontece. Tudo tem de se tornar e permanecer vivo através de sábios educadores e professores, para que a criança adquira base firme e apoio no enteal, do que ela precisa para o reconhecimento de Deus no espiritual. Um degrau só se desenvolve do outro, quando este estiver pronto, não antes, e o anterior também não deve ser tirado, se a escada deva ser mantida, sem se quebrar.

 

Só com o amadurecimento corporal da criança se estabelece a ligação com o espiritual. O impulso para isso, porém, somente pode ocorrer de maneira viva, quando ela, de modo ciente, concomitantemente se apoia no enteal. Aí não adiantam lendas e contos de fadas, mas somente vivência, que já deverá estar concluída por ocasião do início do amadurecimento. Tem também de permanecer inteiramente viva, para deixar que o espiritual se torne vivo conscientemente. Isso é condição inabalável da Criação, que todos vós devíeis ter aprendido nas observações do passado!

Agora precisais disso, ou não podereis prosseguir. Sem um claro saber da atuação enteal, jamais haverá reconhecimento espiritual. Sem um claro saber do espiritual e de sua atuação não pode surgir o reconhecimento de Deus! Tudo quanto se encontrar fora dessa concordância da lei é imaginação presunçosa e arrogância, mui frequentemente também uma mentira bem consciente.

 

Perguntai ao vosso semelhante algo a respeito das inquebrantáveis leis de Deus na Criação. Se ele não vos puder dar uma resposta certa, então não passará de um hipócrita que se engana a si próprio quando fala de reconhecimento de Deus e de verdadeira fé em Deus!

Pois, segundo as imutáveis leis de Deus, ele não os pode ter, porque, diferentemente, permanecem-lhe inacessíveis!

Tudo na Criação prossegue sem interrupção, uniformemente, segundo a lei inabalável! Somente vós, criaturas humanas, em vossa cegueira, em vossa ridícula presunção de sabedoria, que carece de humilde observação, não a acompanhais!

As crianças e os adultos dos tempos de hoje andam, no reconhecimento de Deus, como que sobre pernas de pau! Eles lutam, sim, por isso, porém pairam no ar, não têm ligação viva alguma com o solo, indispensavelmente necessário para o apoio. Entre a sua vontade e a base necessária para a edificação há madeira morta, sem capacidade de intuição, como se dá com as pernas de pau!

A madeira morta das pernas de pau é a crença aprendida, para a qual falta completamente mobilidade e vitalidade. O ser humano, sim, tem a vontade, mas nenhuma base firme e nenhum apoio certo, que residem somente no saber do desenvolvimento de até agora na Criação, à qual o espírito humano permanece inseparavelmente para sempre! Razão porque ele está e também ficará sempre estreitamente ligado a esta Criação, não podendo ir jamais além dela!

 

Criaturas humanas despertai! Recuperai o perdido. Uma vez mais aponto o vosso caminho! Dai vida e movimento, finalmente, à vontade rígida que tendes, e então encontrareis o grande reconhecimento de Deus que já devíeis possuir desde muito, se não tivésseis ficado para trás no progresso do desenvolvimento das grandes Criações!

Atentai, nada deveis excluir do que toda a humanidade aqui na Terra já teve de vivenciar, pois ela vivenciou sempre aquilo que lhe foi necessário. E se nisso andou errada, segundo a própria vontade, sobreveio a destruição. A Criação avança ininterruptamente para a frente e sacode todos os frutos apodrecidos.

 

Abdruschin

 

Excerto da Dissertação 22 “O reconhecimento de Deus” da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume III

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