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Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

Mensagem do Graal

“Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal” é uma obra escrita em três volumes pelo escritor Oskar Ernst Bernhardt sob o nome literário Abdruschin.

O Salvador

O Redentor na cruz! Aos milhares estão colocadas essas cruzes como símbolo de que Cristo sofreu e morreu por causa da humanidade. De todos os lados chamam elas a atenção dos fiéis: “Pensai nisso!”.

Em paragens solitárias, nas ruas movimentadas das metrópoles, nos quartos silenciosos, nas igrejas, em cemitérios, nas festas de casamento, por toda a parte serve ela de consolo, de fortalecimento e de advertência. Pensai nisso! Foi por causa de vossos pecados que o Filho de Deus, que trouxe a salvação à Terra, sofreu e morreu na Cruz.

Com estremecimento interior, tomado de profunda reverência e cheio de gratidão encaminha-se para ela o fiel. Com sensação de alegria deixa então o lugar, ciente de que com aquele sacrifício mortal também ele ficou livre de seus pecados.

 

Tu, porém, pesquisador sincero, vai e coloca-te ante o símbolo da sagrada severidade e esforça-te por compreender o teu Salvador! Atira longe o macio manto do comodismo que tão agradavelmente te aquece e produz uma sensação de bem-estar e segurança, que te deixa dormitar até à derradeira hora terrestre, quando então serás arrancado de chofre de tua sonolência, libertando-te do acanhamento terreno e enfrentando repentinamente a Verdade límpida. Então terá terminado logo o teu sonho, ao qual te havias agarrado, junto com o qual te afundaste na inércia.

 

Por isso, acorda, teu tempo terreno é precioso! É literalmente certo e indiscutível que o Redentor veio por causa dos nossos pecados. E, também que ele morreu por culpa da humanidade.

Todavia através disso não serão tirados os teus pecados! A obra de salvação do Redentor foi travar luta com as trevas de modo a trazer Luz à humanidade, abrindo-lhe o caminho para o perdão de todos os pecados.

Cada qual tem de percorrer sozinho esse caminho, segundo as leis inamovíveis do Criador. Também Cristo não veio para derrubar essas leis, mas para cumpri-las. Não desconheças, pois, aquele que deve ser o teu melhor amigo! Não atribuas significado erróneo às palavras legítimas!

 

Quando se diz acertadamente: por causa dos pecados da humanidade aconteceu tudo isso, então quer dizer que a vinda de Jesus só foi indispensável porque a humanidade não mais conseguia, por si, achar saída das trevas criadas por ela mesma e libertar-se se suas tenazes.

Cristo teve que mostrar esse caminho à humanidade. Se esta não se tivesse emaranhado tão profundamente em seus pecados, isto é, se a humanidade não tivesse andado no caminho errado, a vinda de Jesus não teria sido necessária, e ter-lhe-ia sido poupado o caminho de luta e sofrimento.

Por isso é inteiramente certo que ele tivesse que vir somente por causa dos pecados da humanidade, para que esta, no caminho errado, não deslizasse completamente para o abismo, para as trevas.

 

Isso não quer dizer, todavia, que qualquer pessoa, num instante, possa ter quitação de suas culpas individuais, mal acredite realmente nas palavras de Jesus e viva segundo elas. Se, porém, viver segundo as palavras de Jesus, então seus pecados lhe serão perdoados. Contudo, isso só se dará aos poucos, assim que o remate se efetivar, na reciprocidade, através dos esforços da boa vontade. Não de outro modo. Diferentemente, porém, será com aqueles que não vivem segundo as palavras de Jesus, sendo-lhes absolutamente impossível o perdão.

Isso não quer dizer, contudo, que somente os adeptos da igreja cristã podem obter o perdão dos pecados.

 

Jesus anunciou a Verdade. Por conseguinte, suas palavras devem encerrar também as verdades de outras religiões.

Ele não quis fundar uma igreja, mas mostrar o verdadeiro caminho à humanidade, o qual pode ser igualmente atingido pelas verdades de outras religiões. Por isso é que se encontram em suas palavras também tantas consonâncias com as religiões já existentes naquele tempo.

Jesus não as tirou daquelas religiões, mas como ele trouxe a Verdade, devia encontrar-se nela também tudo aquilo que em outras religiões já existia de verdade.

Também mesmo quem não conhece as palavras de Jesus e almeja de modo sincero a Verdade e o enobrecimento, já vive muitas vezes inteiramente no sentido dessas palavras e por isso marcha com segurança também para uma crença pura e o perdão de seus pecados. Acautela-te, por conseguinte, de conceções unilaterais. Desvalorizam a obra do Salvador.

 

Quem se esforça seriamente pela Verdade, pela Pureza, a esse também não falta o Amor. Será conduzido para cima espiritualmente, de degrau em degrau, mesmo que às vezes através de duras lutas e dúvidas e, seja qual for a religião a que pertença, já aqui ou também só no mundo da matéria fina, ao encontro do espírito de Cristo, o qual o levará por fim até o reconhecimento de Deus-Pai, com o que se cumpre a sentença: “Ninguém chegará ao Pai, a não ser através de mim”.

Esse “por fim”, contudo, não se inicia nas últimas horas terrenas, mas sim num determinado grau de desenvolvimento do ser humano espiritual, para o qual o trespasse do mundo de matéria grosseira para o de matéria fina significa apenas uma mudança.

[…]

Jesus morreu, portanto, devido aos pecados da humanidade! Se não fossem os pecados da humanidade, o afastamento de Deus causado pela restrição do raciocínio, poderia ter sido poupada a vinda de Jesus e, dessa forma, também o seu caminho de sofrimento e a sua morte na cruz. É inteiramente certo, portanto, quando é dito: foi por causa dos nossos pecados que Jesus veio, padeceu, e sofreu a morte na cruz!

Nisso, porém, não consta que tu próprio não terias que remir teus pecados!

Só que agora o podes fazer com facilidade, porque Jesus mostrou-te o caminho pela transmissão da Verdade em suas palavras.

Assim nem a morte de Jesus na cruz pode simplesmente apagar teus pecados. Para que tal coisa acontecesse, teriam que desmoronar antes todas as leis universais. Tal não se dá, porém. O próprio Jesus faz referência muitas vezes a tudo “que está escrito”, isto é, ao antigo. O novo Evangelho do Amor também não tem a intenção de destruir ou de anular o velho da Justiça, mas completá-lo. Quer com ele ser ligado.

 

Não olvides, por conseguinte, a Justiça do grande Criador de todas as coisas, a qual não se deixa deslocar sequer por um fio de cabelo e que permanece inabalável desde o começo do mundo até o seu fim! Ela nem poderia consentir que alguém tomasse a si a culpa de outrem para remi-la.

Por causa da culpa de outros, isto é, devido à culpa de outros, Jesus pôde vir, sofrer e morrer, apresentando-se como lutador em prol da Verdade, mas ele próprio permaneceu puro e inatingido por essa culpa, razão pela qual não poderia tomá-la sobre si pessoalmente.

A obra salvadora por isso não é menor, mas um sacrifício como não pode haver maior. Por ti desceu Jesus das alturas luminosas para a lama, lutou por ti, sofreu e morreu por ti, para trazer-te Luz no caminho certo para o alto, a fim de que não te perdesses nem submergisses nas trevas!

 

Assim está teu Salvador diante de ti. Essa foi sua enorme obra de Amor.

A Justiça de Deus permaneceu séria e severa nas leis do mundo, pois o que o ser humano semeia isso ele colherá, diz também o próprio Jesus em sua Mensagem. Nem sequer um centavo lhe será perdoado, de acordo com a Justiça Divina!

Lembra-te disso quando estiveres diante do símbolo da sagrada severidade. Agradece de todo o coração ao Salvador que com a sua Palavra te abriu novamente o caminho para o perdão de teus pecados, e deixa tais lugares com o firme propósito de seguir o caminho a ti mostrado, para que te possa advir o perdão.

Seguir o caminho, porém, não quer dizer apenas aprender a Palavra e acreditar nela, mas viver essa Palavra! Acreditar nela, considera-la certa e não agir em tudo de acordo com a mesma, de nada te adiantaria. Pelo contrário, estarás em pior situação do que aqueles que nada sabem da Palavra.

Por isso, acorda, o tempo terreno é precioso para ti!

 

Abdruschin

                        

Excerto da Dissertação 09 “O Salvador” da obra “Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, volume II

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